A estrutura do veiculo é de vital importância no desempenho e segurança ao dirigir, a estrutura é projetada para suportar peso, impacto e demais atritos que o veiculo recebe na suspenção, freios, cambio e motor. Uma estrutura avariada pode colocar em risco a vida dos ocupantes de um veiculo que não desempenhe bem uma manobra.

Para que o veículo retome suas dimensões e equilíbrio original, o alinhamento
deve ser realizado com equipamento adequado e cuidados
Para um alinhamento de carrocerias, é necessário utilizar equipamentos que disponham de um sistema de medição e um de fixação, que imobilize o veículo com uma força que permita a aplicação das trações necessárias.
Independentemente de estar reparando uma carroceria chassi ou monobloco, o produtivo deve conhecer os equipamentos envolvidos e os detalhes de cada reparo, para que o resultado do trabalho seja sempre o melhor possível.
Danos em chassi
A principal função de um chassi é suportar os esforços de carga e movimentos produzidos nas operações do veículo, além dos produzidos pelos pesos de carga em estado estático.
Um chassi deve durar toda a vida do veículo, precisando apenas de reparos periódicos.
A reparação deixa de ser um simples aperto ou ajuste de componentes quando há falha no alinhamento dos eixos ou na geometria do chassi, por exemplo, isto indica que o chassi, em seu conjunto, apresenta problemas de alinhamento. Estes danos são provocados, principalmente, por excesso de carga e esforços acima do seu limite de elasticidade. A origem provável desses defeitos é um dano ou a falta de aperto dos elementos do chassi, ambos relacionados a uma colisão ou a algum abuso de carga.
Todo chassi dobrado e torcido afeta o alinhamento do veículo, provocando vibrações, desgaste anormal em componentes que estão fixados e, sobretudo, deterioração prematura e irregular dos pneus.
Bancada dá mais produtividade
A maioria das oficinas não especializadas costuma aquecer a longarina com maçarico de oxiacetileno e bater nela com marreta até que volte ao estado original, sem um equipamento de medição nem controle de temperatura. O resultado: fragilidade e trincas na estrutura do chassi.
O correto é alinhar o chassi com o uso de bancadas de estiramento. Além disto, deve haver um sistema de medição, para verificar se o chassi voltou às dimensões originais.
Com equipamentos precários e sem o uso de uma bancada de estiramento, um reparo de chassi leva, em média, um dia ou mais de trabalho. Já com uma bancada, o mesmo trabalho pode ser concluído em poucas horas.
Tipos de bancada para chassi
O tipo mais comum de bancada para chassi é o baseado em construção de vigas em “I”, embutidas no piso da oficina. A vantagem é a execução do trabalho sem a necessidade de rampas, permitindo o aproveitamento da área para outras atividades. Os acessórios para compressão e tração são fixados na base do piso.
Este tipo de bancada, em função de suas características, é utilizado no reparo de chassi de caminhão, podendo ser aproveitado ainda para o reparo de picapes e utilitários.
Outro modelo de bancada é o de plataforma, semelhante ao utilizado para monoblocos. O diferencial são os mordentes, projetados para esta carroceria. As bancadas de plataforma são usadas para o reparo de picapes ou utilitários
Tipos de Dano |
Reparo |
Perda de nível
Esta deformação consiste na perda de nível de uma longarina em relação à outra, em sentido descedente ou ascendente, localizada geralmente nas pontas das peça. |
São as primeiras deformações para corrigir, pois exigem mais esforço da bancada no momento do reparo. Em algumas ocasiões, quando esses danos são acompanhados de um desvio lateral grande, é necessário corrigir parte do desvio para deixar o reparo mais fácil. |
Flecha
Deformação similar à anterior, mas só aparece na parte central do chassi. |
Desvio lateral
Trata-se da perda da linha de simetria de algum ponto do chassi, geralmente na parte frontal da estrutura (também pode acontecer junto com uma perda de nível ou uma flecha). |
Mais simples, por se tratar de uma deformação muito comum nos ninistros de chassi de caminhão, sendo facilmente detectado, até visualmente, e não exigindo muitos esforços para sua reparação. |
Diamante
Atraso de uma longarina em relação à outra, detectado pela medição de suas diagonais com um compasso de varas. Nesta deformação, as longarinas podem não estar danificadas, ficando o problema restrito às travessas. |
Em algumas ocasiões, é possível confundir a deformação tipo diamante com um desvio lateral. É iportante notar que, na deformação diamante, as longarinas permanecem paralelas. Este tipo de reparo requer uma grande capacidade de tração da bancada. |
Torção
Desalinhamento vertical de uma longarina em relação a outra. Este dno costuma ser provocado pelo capotamento do veículo. |
Em alguns casos, esta deformação pode ser considerável, mas a correção também não exigirá grande esforço. |
Outros tipos
Existem outros tipos de deformações denominadas pontuais, que se manifestam em forma de vincos e dobras, e normalmente são produzidas em conjunto com algumas das anteriores. |
Monobloco
O monobloco é formado por um elevado número de peças de chapa unidas por pontos de solda. Alguns modelos têm alguns componentes estruturais ligados por parafusos.
• Num monobloco, é possível obter uma alta resistência com um mínimo de peso, pois todas as peças participam na distribuição dos esforços sofridos.
• A resistência do monobloco é obtida pela combinação do formato das peças com o material de que são construídas e a espessura da chapa.
• A seção central fica em uma zona rígida, reforçada e resistente ao desalinhamento.
• Nunca se deve reparar uma área de deformação programada (longarinas), pois, num próximo impacto, o veículo não vai se comportar da maneira que se espera.
Recomendações para o alinhamento
• Efetuar um diagnóstico prévio dos danos sofridos e examinar detalhadamente todo o veículo, para detectar deformações em zonas afastadas da área de impacto.
• Realizar um esquema da deformação e organizar o estiramento.
• Não desmontar nem cortar nenhum elemento relacionado diretamente com a deformação antes do estiramento.
• Não desmontar o pára-brisa antes do estiramento, pois ele se comporta como um elemento estrutural.
• Trabalhar com estiramentos combinados para uma conformação integral.
• Estirar lentamente, observando o comportamento da estrutura.
• Controlar o processo de endireitamento, realizando as medições de forma precisa.
• Nunca esquecer os equipamentos de segurança e proteção adequados.
Ex. suporte do amortecedor do vectra : devido à fadiga do material ouve o rompimento do suporte devido atrito com buraco da via, em conseqüência o deslocamento do amortecedor provocando danos até no capô. Esse tipo de problema pode tornar o veiculo indirigível causando acidentes graves.
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